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Futebol de Base

O Crescimento do Futebol nos Estados Unidos e as Oportunidades pro Seu Filho

Publicado em 27 de julho de 2026 · 7 min de leitura
Dois jovens atletas brasileiros de uniforme verde e amarelo, de braços dados, olhando para um estádio de futebol com bandeiras dos Estados Unidos, ilustrando o crescimento do futebol americano e as oportunidades para atletas de base

Se você cresceu ouvindo que nos Estados Unidos só existe espaço pra futebol americano, basquete e beisebol, tenho uma notícia: essa imagem está bem desatualizada. Nos últimos anos, o soccer — como eles chamam o nosso futebol por lá — deixou de ser coisa de nicho e virou um dos esportes que mais cresce no país. E isso não é só curiosidade: pode significar oportunidade real pro seu filho, lá na frente.

Deixa eu te mostrar os números que sustentam essa mudança, e por que vale a pena você, como pai ou mãe de atleta de base, ficar de olho nisso.

O futebol já é um dos esportes mais populares dos Estados Unidos

Bom, vamos aos fatos: hoje o futebol já ocupa a terceira posição entre os esportes favoritos dos americanos, atrás só do futebol americano e do basquete — ultrapassando até o beisebol, que durante décadas foi tratado como "o passatempo nacional" por lá.

O que fez esse salto acontecer? Uma combinação de fatores:

  • mais crianças jogando soccer desde cedo;
  • imigração de famílias apaixonadas por futebol;
  • transmissão maior de campeonatos internacionais;
  • sucesso enorme da seleção feminina americana;
  • expansão acelerada da MLS (a liga profissional deles);
  • e, claro, a Copa do Mundo de 2026, sediada em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá.

Segundo o Aspen Institute, organização de referência em pesquisa sobre esporte infantil por lá, o futebol também é o terceiro esporte mais praticado entre crianças americanas de 6 a 17 anos — ou seja, essa não é só uma moda passageira entre adultos, é uma base de formação real, e ela só cresce.

Como a MLS virou uma liga que investe pesado em base

A Major League Soccer (MLS) nasceu em 1996 com apenas 10 clubes. Hoje, já são 30 franquias espalhadas entre Estados Unidos e Canadá (incluindo três clubes canadenses) — um crescimento gigantesco em três décadas.

E não é só sobre número de times. Junto com essa expansão vieram:

  • investidores novos, incluindo nomes de peso do esporte e do entretenimento americano;
  • centros de treinamento modernos;
  • categorias de base cada vez mais estruturadas;
  • contratação de estrelas internacionais (Messi, no Inter Miami, é só o exemplo mais recente de uma lista que já incluiu Kaká, Zlatan, Wayne Rooney, entre outros);
  • crescimento real de público nos estádios.

Se quiser conferir a estrutura completa da liga, o site oficial da MLS traz o mapa atualizado de todos os clubes e suas categorias de base.

Estádios próprios mostram que o investimento é pra valer

Um detalhe que prova que esse crescimento não é modinha: mais de dois terços dos clubes da MLS hoje jogam em estádios construídos especificamente pra futebol — não são mais arenas emprestadas de outros esportes. Isso vem acompanhado de investimento pesado em centros de treinamento, medicina esportiva, análise de desempenho e formação de categorias de base — uma estrutura que já lembra bastante o que se vê nas grandes ligas europeias.

O futebol feminino americano tá vivendo um momento histórico

Aqui vai um dado que me impressionou bastante: em março de 2026, um jogo entre Denver Summit FC e Washington Spirit, pela NWSL (a liga feminina americana), reuniu 63.004 torcedores — o maior público da história da competição. A NWSL, aliás, fechou a temporada 2026 com 16 equipes, crescendo ano após ano.

Isso não acontece à toa: os Estados Unidos já são uma das maiores potências do futebol feminino do mundo, e esse sucesso vem criando uma cultura esportiva sólida também entre meninas — algo que a gente já discutiu, do lado brasileiro, no artigo sobre futebol de base feminino. Vale comparar os dois cenários: enquanto por aqui a estrutura ainda está se consolidando, lá fora já é caso de recorde de público em estádio de NFL emprestado.

O que isso representa de verdade pro seu filho

Beleza, os números são impressionantes — mas o que isso muda na prática pra uma família brasileira? O crescimento do futebol americano abre portas que vão muito além de "jogar num clube de lá". Hoje, atletas conseguem oportunidades através de:

  • universidades americanas, com programas esportivos robustos;
  • bolsas esportivas ligadas ao desempenho no futebol;
  • intercâmbios esportivos, que combinam estudo e competição;
  • academias de alto rendimento ligadas a clubes da MLS;
  • programas de desenvolvimento juvenil, cada vez mais estruturados.

E aqui está o ponto mais importante desse artigo, na minha opinião: pra aproveitar qualquer uma dessas portas, o atleta precisa ser encontrado, avaliado e comparado — o que exige um histórico que comprove sua evolução ao longo dos anos. Já falamos bastante, em outro artigo, sobre como funciona a observação de talentos — e essa lógica vale igual (ou até mais) quando o interesse vem de fora do Brasil, onde ninguém acompanhou o dia a dia do seu filho pessoalmente.

Documentar a trajetória fica ainda mais importante pensando em oportunidades internacionais

Pensa comigo: um treinador ou recrutador americano nunca viu seu filho jogar ao vivo. Tudo que ele vai ter pra avaliar é o que estiver documentado — vídeos, estatísticas, campeonatos disputados, evolução ao longo do tempo. Sem isso, mesmo um atleta talentoso pode passar despercebido simplesmente por falta de registro acessível.

Já explicamos, com detalhes, como montar esse histórico esportivo de um jeito simples — e esse cuidado vale ainda mais quando o objetivo é abrir portas num mercado internacional cada vez mais competitivo e mais atento ao Brasil.

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Perguntas frequentes

O futebol americano (soccer) hoje é mais popular que o beisebol?

Segundo levantamentos recentes (The Economist/Ampere Analysis), sim — o soccer já ultrapassou o beisebol em popularidade geral nos EUA, ficando atrás apenas do futebol americano e do basquete.

É realista pensar em bolsa esportiva nos EUA pro meu filho?

É um caminho real, mas que exige preparo: bom nível técnico, histórico documentado e, geralmente, desempenho acadêmico também, já que a maioria das bolsas está ligada a universidades.

Preciso de um intercâmbio formal pra tentar essa via?

Existem diferentes caminhos — de academias específicas de captação a programas de intercâmbio esportivo — mas todos exigem pesquisa cuidadosa e, de preferência, orientação de quem já conhece o processo, para evitar armadilhas (já falamos sobre golpes que exploram esse tipo de sonho).

A NWSL é maior que o futebol feminino brasileiro?

Em termos de público e investimento, sim, a NWSL está mais consolidada hoje — mas o futebol feminino brasileiro também vem em curva de crescimento, como já mostramos em outro artigo do blog.

Pra fechar

O futebol nos Estados Unidos deixou de ser um esporte secundário e virou um dos mercados mais promissores do mundo — com investimento pesado em infraestrutura, categorias de base, futebol feminino e conexão com universidades. Pra famílias brasileiras, entender esse movimento significa enxergar um horizonte mais amplo pro futuro esportivo do seu filho — e, principalmente, se preparar desde já, documentando cada passo dessa trajetória.

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